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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Nascente fundo monetário do Brics pode repetir iniquidades

Fortaleza, Brasil, 14/7/2014 – As primeiras instituições comuns do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são financeiras e nascem como sucedâneo de reformas em um sistema internacional no qual persistem desequilíbrios de poder, ignorando o novo peso dos países emergentes. Mas o Acordo de Reservas de Contingência (CRA, em inglês), o fundo monetário dos países do Brics, também será criado com um desequilíbrio na composição de seus recursos, que pode repetir hegemonias corrosivas.

Serão criados o CRA e um banco de desenvolvimento durante a Sexta Cúpula do Brics, que reunirá no Brasil seus cinco governantes, no dia 15 na cidade de Fortaleza e no dia 16 em Brasília. Hoje acontecem as reuniões preparatórias de ministros, empresários e bancos centrais do grupo.

De seus US$ 100 bilhões de fundos para socorrer algum dos cinco membros no caso de sofrer uma crise, a China entrará com 41%, África do Sul, o sócio menor, contribuirá com 5% e os demais com 18% cada um. As porcentagens refletem o tamanho da economia de cada país, mas no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), outro instrumento que será criado por ocasião da cúpula, a participação será igualitária: US$ 10 bilhões e igual poder de voto para cada membro.

Essa é sua grande diferença em relação ao Banco Mundial, do qual é um espelho. “O NBD é democrático”, destacou à IPS o pesquisador do Instituto Sul-Africano de Assuntos Internacionais, Christopher Wood, em Johannesburgo. É muito diferente também do CRA, no qual a China, como maior país do grupo, “provavelmente terá uma influência desproporcional”, mas pode-se esperar que o desenho da instituição evite um predomínio, acrescentou.

Em negociação desde 2012, os acordos para a criação do banco de fomento e do mecanismo monetário estão prontos, dependendo apenas de uma verificação jurídica para a assinatura dos cinco governantes dos países do Brics em Fortaleza, informou o subsecretário-geral político do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, José Alfredo Graça Lima.

O Bric, sigla criada em 2001 pelo economista norte-americano Jim O’Neill para indicar quatro potências emergentes que alteram o quadro mundial, começou a reunir seus chefes de Estado e de governo em 2009, compondo uma “coalizão” à qual se juntou a África do Sul em 2011.

Fortaleza, Brazil, 07.14.2014 - The first common institutions of the BRICs (Brazil, Russia, India, China and South Africa) are financial and born as a substitute for reforms in an international system in which power imbalances persist, ignoring the new weight of emerging countries. But the Agreement Contingency Reserves (CRA, in English), the monetary fund of the BRIC countries, will also be created with an imbalance in the composition of its resources, which can repeat corrosive hegemonies.

CRA and a development bank will be created during the Sixth Summit of the BRICS, Brazil to meet in its five governors, the 15th in the city of Fortaleza and on day 16 in Brasilia. Today happen preparatory meetings of ministers, businessmen and central banks of the Group.

Of its $ 100 billion fund to bail out any of the five members in case you suffer a crisis, China will enter with 41%, South Africa, the junior partner, will contribute 5% and the other with 18% each. The percentages reflect the size of the economy of each country, but in the New Development Bank (NBD), another instrument that is created at the summit, the contribution shall be equal: $ 10 billion and equal voting power to each member.

This is a big difference compared to the World Bank, which is a mirror. "The NBD is democratic," said IPS researcher at the South African Institute of International Affairs, Christopher Wood, in Johannesburg. It is also very different from the CRA, in which China, as the biggest country group, "will likely have a disproportionate influence", but it can be expected that the design of the institution avoid predominance added.

Trading since 2012, agreements for the creation of the development bank and the monetary mechanism are ready, depending only on a legal check for the signature of the five leaders of the BRIC countries in Fortaleza, informed the secretary-general of the Ministry of Political Affairs exteriors of Brazil, José Alfredo Graça Lima.

BRIC, an acronym created in 2001 by the American economist Jim O'Neill to indicate four emerging powers that change the global picture, began to assemble their heads of state and government in 2009, composing a "coalition" which he joined the South Africa in 2011.

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